O ano de 96 foi uma das melhores épocas da minha vida. Passei no vestibular em janeiro e fiquei só vadiando enquanto o segundo semestre letivo não começava. O melhor de tudo, cheio de moral em casa. Isso durou até outubro. Ainda bem, pois meu fígado estava jogando a toalha. Foi nessa época de júbilo e fanfarronice que eu comecei a ouvir Counting Crows. Até então, eu não tinha me interessado muito pela banda de um hit só. Aluguei o primeiro cd dos caras e gravei uma fitinha (é, eu sou do tempo em que se fazia essas duas coisas). A verdade é que Mr. Jones era uma das músicas menos legais. Gostei tanto do cd que fui atrás de informações sobre a banda na Internet (naquela época, eu só acessava a rede na universidade e havia somente uma estação conectada no laboratório de Computação, uma poderosa Sun SPARCstation 20, rodando Solaris, do qual eu só sabia os comandos para carregar o Netscape). E foi aí que eu soube que estavam pra lançar o segundo disco, Recovering the Satellites. Como toda banda americana que estoura no primeiro disco, o segundo estava sendo um parto. Não sei por que esse karma. As bandas britânicas fazem segundos discos com a mesma pressão e não tem isso. Enfim, ouvi o disco quase no fim do ano, emprestado de um amigo e gostei mais do que o primeiro. A Long December é ainda uma das minhas músicas preferidas de todos os tempos. E são muitos tempos, pelo que vocês puderam notar.
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